Sempre que, no Brasil, se fala em grandes amantes dos livros, responsáveis pela manutenção da memória da edição no país, José Mindlin é o primeiro nome a ser lembrado. E essa reverência tem fortes motivos. Dono de um acervo de aproximadamente 38 mil obras, formado ao longo de uma vida de paixão por livros, Mindlin não é um simples colecionador. Para ele, não se trata do valor de mercado de cada exemplar, mas de sua importância para a humanidade.

Depois de tantos anos de amor aos livros e à literatura, em que, além de leitor, foi amigo de grandes escritores brasileiros do século XX, como Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Pedro Nava e Guilherme de Almeida, o que tem para nos contar sobre os exemplares que povoam suas estantes, cada qual carregando uma lembrança? Em No mundo dos livros, enquanto expõe sua visão profunda sobre a importância da leitura e sua análise apaixonada de clássicos que lhe marcaram a vida, Mindlin ensina algo que não pode ser aprendido na escola. Aprendemos com ele que o amor pelos livros e pela literatura se constrói pelo exercício de escolher o que se lê e como se lê, criando uma outra biblioteca, que não é física, mas interior, construída pela relação afetiva com títulos, personagens, autores. No mundo dos livros é um presente de Mindlin ao leitor: ele abre as portas de sua biblioteca íntima e convida cada um a criar a sua.



 
 
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